QUE BOM, VOCÊ CHEGOU!

Meus queridos,

Seja Divino, seja Profano, sejamos nós, os dois, que bom que você veio!
Aqui, colocarei minhas impressões, fatos, comentários, pensamentos, textos interessantes de outros que fortaleçam esses elementos que em mim residem.
Meu lado místico, florescerá!
Meu lado técnico se posicionará!
E você usufruirá do meu cantinho ... o que me dá muita alegria.
Comente à vontade, se torne seguidor e compartilhe minhas ideias nas Redes Sociais.

Namastê!!!

Marcia Valéria Lira Santana



quinta-feira, 5 de maio de 2011

MINHA MÃE!


Uma das condições do  humano ser Ser- Divino é a Maternidade.
Sou mãe e avó. Nesse contexto fui divinizada exponencialmente.
Ser mãe é um dom intrínseco do feminino.
 Mulheres que não se tornaram mães, não tiveram nessa vida a oportunidade de aplicar esse dom via entranhas.
 Mas esse dom  se mostra de outras formas,  via coração. E a divinação se torna a mesma. Muda a cena  mas não o Ato.
“Minha mãe”.
Basta o sentir dessas palavras mágicas para que coisas se expliquem.
Lembro ainda da primeira vez que percebi, conscientemente, a magia das palavras “minha mãe”.

Fecho os olhos, e um calor corre pelas paredes das minhas veias, circulando uma energia tão boa de segurança que me pergunto porquê não faço esse exercício quando sinto queda energética.
Para bem da verdade, minha primeira lembrança do sentido  “minha mãe”  fixou-se em mim quando eu tinha exatos 1 ano, 6 meses e 27 dias de vida. A minha mãe foi até a maternidade me trazer uma irmã: Kátia. Outras quatro vezes mais isto aconteceu. Mas naquela noite eu percebi que seu amor ecoara tão forte e intermitente em minha mente e em meu coração que nem sei  .... .não lembro de nada antes desse dia. Minha memória não registra. Mas guardei um tamanho de amor daquele dia que minha consciência nasceu junto com minha irmã .... que “minha mãe” começou a escrever sua história para comigo naquele momento. E ao contrário que normalmente as mães se preocupam com os filhos quando um novo filho entra na família, comigo aconteceu assim ... simplesmente eu a percebi, a senti, a amei e guardei comigo uma confiança e segurança tão grande que jamais esqueci.

E assim cresci.

“Minha mãe” explode num orgulho ilógico até em situações fisiológicas previstas ao ser humano, como nos primeiros passos, nas primeiras palavras, na primeira apresentação cultural da escola. E mesmo depois de décadas de vida dos filhos a “minha mãe” é capaz de, ilogicamente sentir o mesmo orgulho quando sua cria “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.
“Minha Mãe”  Pula como leoa na defesa de cometimentos injustos e se flagela quando seus limites a distanciam ou a impedem de vorazmente afastar sua cria de qualquer perigo.
 “Minha mãe” transforma o sabor amargo das  lágrimas em frescor  das gotas de orvalho.
“Minha mãe” é uma criatura qualificada a conceder perdão aos erros. Alguém que acredito está afiançada para ouvir confissões, conceder atos de penitência e acima de tudo, oferecer o perdão do Divino, antes mesmo que cheguemos ao famigerado juízo final.
Percebi com meu processo de maternidade que desde o nascimento de Priscila, Tatyana, Marina e Claudinha o meu coração vive fora do meu próprio corpo e eu me tornei meio mágica. A magia se instalou em mim.
“Minha mãe” cria, recria, educa, cutuca, mata, engorda, puxa, estica, reduz, amplia, mente, erra, corrige, exige, fica fula, pula, salta, rompe, atura e costura, mete, se mete, remete, comete. Fecha os olhos, não dorme, sonha e tem a capacidade quase exclusiva e para tantos,  improvável,  de se ver feliz com a felicidade do outro. Dos filhos. Completa. Em paz. Pela cria ela cria até felicidade.

“Minha mãe” é Minha Mãe. Adelina! D. Linda, linda!
 Espero que a sua seja também.


Marcia Valéria Lira Santana, em 05/05/2011. Pra você, Mainha!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 3 de maio de 2011

UM PEDAÇO DE VOCÊ*

"Um pedaço de você já ficou no tempo, quando você deixou de ler um bom
livro, quando não acreditou naquele amigo, quando não aproveitou
aquele instante para falar de amor, quando não abraçou seu pai e nem
beijou a mãe.

Um pedaço de você se perdeu na curva, quando abandonou o seu sonho sem
tentar, quando aceitou trabalhar onde não gostava, quando fazia o que
não suportava; quando disse sim, quando queria dizer não, quando
deixou o amor morrer antes de nascer, por medo de sofrer...

Um pedaço de você ficou aí parado, quando você não quis fazer um novo
percurso, quando se conformou com o velho, quando ficou parado vendo o
povo correr, quando votou em branco, se podia escolher; quando não
apareceu quando era esperado.

A vida pede atitude em cada instante, e passa por cima de quem se
cala, de quem aceita, de quem acredita que tudo está irremediavelmente
perdido. A vida desacata quem não se aceita, humilha quem não se
valoriza, ensina com amor os que amam sem medidas, ensina com dor, os
que fogem das lições.

Um pedaço de você quer tudo, outro quer se esconder. Assim, cabe a
você, só a você, dosar ansiedade e apatia, ter um tempo para criar e
outro para executar, falar e ouvir, ensinar e aprender, caminhar e
correr, amar e ser amado, falar baixo e gritar. ter um tempo para
refletir...

Só não vale cruzar os braços, só não vale não ser você, só não vale
esquecer: que nada é mais importante que você."



Obrigada,

Marcia Valéria Lira Santana


*www.rivalcir.com
 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O QUE SE PASSA POR MIM*

´ Não me prendo a nada que me defina!

Sou companhia mas posso ser solidão...

tranquilidade e inconstância, pedra e coração.

Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono.

Música alta e silêncio! Serei o que você quiser, mas só quando... eu quiser.

Não me limito, não sou cruel comigo!

Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer.

Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... ou toca, ou não toca!´

*Clarice Lispector.

Ando sem motivação para escrever, daí segue uma linda passagem dessa Mestra!