QUE BOM, VOCÊ CHEGOU!

Meus queridos,

Seja Divino, seja Profano, sejamos nós, os dois, que bom que você veio!
Aqui, colocarei minhas impressões, fatos, comentários, pensamentos, textos interessantes de outros que fortaleçam esses elementos que em mim residem.
Meu lado místico, florescerá!
Meu lado técnico se posicionará!
E você usufruirá do meu cantinho ... o que me dá muita alegria.
Comente à vontade, se torne seguidor e compartilhe minhas ideias nas Redes Sociais.

Namastê!!!

Marcia Valéria Lira Santana



quinta-feira, 6 de abril de 2017

Dentro e Fora - Luan Jessan

Do Poeta Carlos Maia
Por fora
tenho tantos anos
que você nem acredita.
Por dentro, doze ou menos,
e me acho mais bonita.
Por fora, óculos;
algumas rugas,
gordurinhas,
prata nos tintos cabelos.
Por dentro sou dourada,
Alma imaculada,
corpo de modelo.
Por fora, em aluviões,
batem paixões contra o peito.

Paixões por versos, pinturas,
filosofia e amigos sem despeito.
Por dentro, sei me cuidar,
vivo a brincar, meio sem jeito.
Não me derrota a tristeza;
não me oprime a saudade;
não me demoro padecente.
E é por viver contente
que concluo sem demora:
é a menina
que vive por dentro,
que alegra 
a mulher de fora! 

Passo a Passo



O Passo passou apressado,
Tropeçou no tempo sem nenhum cuidado
Caiu no meio da hora
Que passava lenta
Triste, estática


O passo do tempo parou,
Porque as horas se arrastavam agonizando
Pelo amor perdido.

E eu, sem tempo,
passei pelas horas correndo.
Apressei meu passo
Pra buscar o momento
Que, em vão, tão sem alento, não ajudou.

By, Márcia Valéria Lira Santana
Aracaju, março 2017


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O DIVINO PROFANO: Soneto para Entre Ter-Te

O DIVINO PROFANO: Soneto para Entre Ter-Te: Soneto para Entre Ter-Te Poeter-te pela vida, Fez-me ser o que não havia. Vai no som, a história de um dia, Vem no tom, o que não ag...

Soneto para Entre Ter-Te

Soneto para Entre Ter-Te



Poeter-te pela vida,
Fez-me ser o que não havia.
Vai no som, a história de um dia,
Vem no tom, o que não agonia.

Tens comigo sonhos e fervores,
Tenho contigo muitos amores.
Pois se não são os meus temores,
Penso e clamo, vida plena, muitas cores.

Pois viver-te é saber-te inteiro.
Que amanhã o amor-companheiro,
Seja alegre, contente e faceiro.

E por ver-te, rever-te e sonhar-te
Quero nascer-te todos os dias
Sempre com muita harmonia, mas com caos pra poesia.



( de Marcia Valéria Lira Santana, em 20/10/2016,  Dia da Poesia.
Dedicado a Augusto Tadeu Santana)



quinta-feira, 28 de julho de 2016

Bodas de Aventurina!


Bem Vinda, Bodas de Aventurina!




"Hoje eu acordei tão bem, tão bem, tão bem, tão bem

Também pudera minha vida tá tão boa,

Logo que acordo já me pego rindo à toa,

Eu gosto do que eu penso, eu gosto do que eu faço, às vezes não faço bem feito me embaraço, eu tropeço feio, mas depois acerto o passo

Laço de fita pra enfeitar, o abraço, terra e céu, sol e luar… ♫" (Felizardo, Banda Mirim)
Essa música é minha cara!

E essa sensação toda se dá pelas Bodas de Aventurina que enlaçamos hoje, Eu e Tadeu, ao fazemos 37 anos de casamento, união, comunhão.

Concretamente, essa boda remete a uma pedra. Uma espécie de quartzo colorido ou esverdeado, com propriedades curativas e restaurativas. Ela age na irritação da pele, irritação dos olhos e tem efeito calmante. Sensação de bem estar. Visão, poderes mentais, dinheiro, paz, cura e sorte.  Traz paz ao coração do casal.

Portanto, não à toa, por suas propriedades tal mineral representa essa jornada de casamento.

Comungo todos os dias essa União. E não porque vivemos em estado contemplativo e de plenitude, mas pelos desafios, pela cumplicidade, pelos sabores e tudo que acontece no nosso cotidiano, no nosso lar, nas nossas coisinhas.

Bem aventurado os nossos dias. Muito obrigado por todo nosso passado. Vamos com energia ao nosso futuro.

Brindemos ao que somos, ao que sedimentamos, construimos e consolidamos.

Brindemos às nossas filhas, netos e aos seus amores, que são nossos também.

Bem vindas novas Bodas!

Obrigada, amor meu, por me ter, me ser e me permitir ser o melhor de mim, sempre!

Te Amo, Augusto Tadeu

Marcia Valéria Lira Santana,
Em 28/07/2016

domingo, 27 de julho de 2014

O DIVINO PROFANO: BODAS DE CORAL:35 ANOS DE UNIÃO

O DIVINO PROFANO: BODAS DE CORAL:35 ANOS DE UNIÃO: BODAS DE CORAL: 35 ANOS chegaram os Corais. 35 anos de Bodas, de amor, de casamento, cumplicidade, amizade, de tesão  doação e d...

BODAS DE CORAL:35 ANOS DE UNIÃO


BODAS DE CORAL: 35 ANOS


chegaram os Corais.
35 anos de Bodas, de amor, de casamento, cumplicidade, amizade, de tesão  doação e devoção.
35 anos de causa e de consequência.
 De prudência e imprudência também.
35 anos de tear, de  esquadrinhar.

De saber que você é o chão do meu terreiro.

35 anos de Ser.
 De Torcer. 
De Doer. 
De ter.

35 anos de Ter construído uma família incrível. 
Família morena. Família dourada. Família ouro. Família Coral.
O Portal dos Corais, coroa nossa vida. 

E como isso é bom.

35 bodas que  já lá se foi, 

E ainda é, 
E,
Ano a ano, continua sendo:

- Rasgável como papel,
Macia como algodão, lã ou linho,
Nutrida como trigo  ou erva,
Aromática quando das comemorações das flores, das frutas, rosas, nácar, pinho, oliveira ou cera,
Densa como barro, cerâmica ou madeira,
Forte como ferro, estanho ou aço, 
Rica como renda, marfim, cristal, turmalina, turquesa, água marinha, porcelana, zircão ou prata

Frágil como a palha.

Mas uma união bela, sempre muito bela, 
por que nós construímos assim, tal como se constrói o amor!

E todos os dias
Fazemos
E refazemos.

E que seja assim sempre e para sempre!

E que venham as esmeraldas, os rubis,
O ouro, a amestista, o diamante, a platina
E, brindando nossas bodas de 70 anos de casados, as Bodas de vinho,
Cheguemos ao alabastro,
Para que nossas bodas de carvalho
Chegue com cheiro de girassol
E nesse assim, tão velhinhos
Possamos residir no álamo
Aromatizado em odores de  95 anos de  cheiro de sândalo

E finalmente,
 juntos, 
aos cem anos de casados,
então,
Celebraremos Bodas de  Jequitibá
Que é a árvore do
Espírito Santo.

Vamos à jornada, porque eu te amo,

 Tadeu!

Em 25/07/2014. Quase 35 anos depois

Marcia Valéria Lira Santana e Augusto Tadeu Ribeiro Santana
Casaram-se dia 20/07/1979, em Aracaju, na Igreja de N. Sra. Auxiliadora 
Em Aracaju-SE





















sábado, 19 de outubro de 2013

LUA CRUA

Lua, linda lua.
Mais uma vez, descarada e nua
Embeleza toda rua
Mergulha no fundo dos olhos
E veste a alma crua


Por, Marcia Valéria Lira Santana
Em 19/10/2013

sexta-feira, 27 de julho de 2012

BODAS DE CRIZO: 33 RAZÕES PARA NOSSO AMOR!




E como num passe de mágica, comemoramos  trinta e três anos de união.

Parece que foi ontem, sem ser piegas. Na verdade, tenho muitas coisas na vida que me dão orgulho. Uma delas, senão a principal, é compartilhar com um Homem maravilhoso a maior parte desses dias oferecidos a mim pela vida.

Lembro-me com emoção da primeira troca de olhar, do primeiro toque de mãos, do primeiro beijinho no rosto, do primeiro cigarro que fumamos, da primeira desculpa pra ir pra casa, da primeira carona, do primeiro amigo em comum, do primeiro convite pra sair, do primeiro calafrio ... das mãos antepostas ... do abraço acolhido ... do beijo ... do alinhamento dos sonhos ... enfim, são tantas emoções ...

Tenho infinitas razões pra te amar, Tadeu. Mas, registrarei para o Universo, trinta e três razões que justificam esse nosso AMOR. Ei-las:

1.       Somos cúmplices

2.       Rimos um do outro

3.       Discutimos por conflito de opinião

4.       Fazemos as pazes

5.       Nos admiramos

6.       O orgulho pelo feito do outro nos faz chorar de emoção

7.       Quando acordamos, lembramos do outro

8.       Quando dormimos, também

9.       Qualquer novidade, convite ou informação, partilhamos em primeiro lugar com o outro

10.   Gostamos de nosso beijo

11.   Compreendemos o que cada um está sentindo com o olhar

12.   Com a voz ao telefone também

13.   Gostamos de ficar em casa juntos

14.   Apreciamos comidinhas feitas e ornamentadas só pra nós dois

15.   Incensamos a nossa casa

16.   Curtimos o nosso jardim

17.   Sonhamos, projetamos e realizamos nossa vida sempre juntos

18.   Nossas filhas ... ah! Nossos quatro  tesouros. Decidimos por tê-las juntos, ficamos grávidos e nos orgulhamos de estarmos unidos quando as apoiamos e as apreciamos,  desde o primeiro sorriso, primeiros passos, primeiras quedas, primeiras conquistas

19.   Os netos ... um capítulo a parte. Nunca imaginei que amaria tão profundamente as crias de nossas crias. E que bom sabê-los em cada passo que dão. Como é gostoso curtir esse chameguinho, os finais de semana conosco, o dia-a-dia também

20.   Você me resgata sempre, me ampara, me compreende, me salva

21.   Quando viajamos sozinhos, sentimos falta de estarmos juntos quando aparece uma novidade na viagem e a gente partilha dela sem o outro.

22.   Temos segredos que “só nós dois é que sabemos”

23.   Fazemos traquinagens irreveláveis

24.   Tesão não nos falta

25.   Filmes, pipoca e guaraná nos seduzem

26.   Chocolate Diamante Negro e Lakka também

27.   Queremos morrer juntos. Caso não seja possível, que eu siga primeiro

28.   Ainda tenho borboletas no estômago quando você demora a chegar

29.   Torcemos por times de futebol diferentes, mas vibramos um pelo outro quando não ocorre o clássico Bota X FLU

30.   Somos uma dupla forte no Dominó

31.   E no wiskinho também

32.   Gostamos da comida que o outro faz

33.   Eu não vivo sem você, meu amor!





E, mais que um presente, hoje recebemos um acróstico magnífico de Priscila, nossa primeira filha, que fica registrado a seguir:



TADEU & MARCIA

Toda grandeza destes dois corações sempre tão cheios de

Afeto e carinho prontamente capazes de se

Dedicar, compreender e apoiar (suas crias) e,

Exercer uma incomensurável importância em nossas vidas,

Unem esse casal em uma magia suprema e transcendental.

Estamos hoje testemunhando mais um ciclo de amor e de companheirismo,

Maravilhosamente construído entre algumas idas e vindas, lágrimas e sorrisos, mas,

Acima de tudo, com muita alegria e persistência... Ingredientes mágicos que

Reafirmam e dignificam a união de duas almas gêmeas lindas em suas semelhanças e

Complementares em seus opostos... Todos amam e admiram e, vendo vocês, acreditam que

Infinita é a confiança do quão poderoso e abençoado é esse forte e verdadeiro

AMOR de vocês dois!!!! Parabéns pelos 33 anos de casamento!!!!



Com admiração,

Sua filha #1,



Priscila Lira Santana





Nosso AMOR é DIVINO!!!



Marcia Valéria Lira Santana, em 27 de julho de 2012

quarta-feira, 18 de julho de 2012

VOCABULÁRIO FEMININO *

Um texto divino, cheio de inspiração e sentimentos que vale a pena ser lido. Bem elaborado, gostaria de ter escrito, por isso, posto no meu Blog e parabenizo a autora.



"Se eu tivesse que escolher uma palavra - apenas uma - para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas:

descomplicar.

Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos

a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho.

Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.

Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial  da mulher moderna.

Amizade, por exemplo.

Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes

- isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala.

Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.

E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino:

pausa e silêncio.

Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia - não importa - e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir.

Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada - faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.



Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.

Uma sugestão?

Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia:

gentileza.

Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir. Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia. E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida:

sonhar e recomeçar.

Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe? ainda vai ser seu), sonhe que está beijando o Brad Pitt ...sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares.  A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.

E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição.

O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita,  a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni.  Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.



Beijos docinhos para todas minhas amigas fofas ..."



*Leila Ferreira

sábado, 12 de maio de 2012

APENAS, MÃE


É assim... de um amor surge o maior Amor do mundo.

Aquele pleno... que explode, antena,  preocupa,  oferece,  sofre,  se amiúda e se agiganta.

É ele mesmo:  Amor de Mãe.

 Pra acontecer precisa apenas de quem se dê “amor doado”.

Ele nasce num sopro.

Sopro divino... que se pode estar no ventre...ou na rua...no mundo...no entrementes, mas se encaixa em seu coração, na sua alma, no seu compromisso, na sua doação, na sua ação.

Esse amor é  amor que não se mensura.

Sem peso e medidas. Simplesmente, AMOR!

Em nome dele se diviniza a vida e se profana o  mundo.

A Vida  o faz Divino, o dia a dia o desafia Profano ...

Por amor em si só.
Só isso.



Por Marcia Valéria Lira Santana, em 12 de maio de 2012, pelo Dia das Mães

quinta-feira, 8 de março de 2012

HOMENAGEANDO A LIBERDADE DA ALMA FEMININA!!!

"‘Vem por aqui» — dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: «vem por aqui»!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
  
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
 
  Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
   Com que rasguei o ventre a minha Mãe.
 
Não, não vou por ai! Só vou por onde Me levam meus próprios passos...
 
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: «vem por aqui»?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
 
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada.
 
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
 
Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
  
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
 
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: vem por aqui!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
- Sei que não vou por aí!
_________________________________________
ANTOLOGIA POÉTICA /CÂNTICO NEGRO
José Régio – Edições Quasi - Lisboa – Portugal  - 2001

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Tpm, preconceitos ou a ode à intolerância?

Num rasgo de revelação eu decidi abrir meu coração e contar os meus. Por quê? Eu não sei. Mas talvez a minha TPM tenha umas palavrinhas a dizer sobre isso. Descobri que sou uma pessoa preconceituosa. Mentira, eu não descobri, eu já sabia. No fundo todos somos com alguma coisa, só que ninguém gosta de admitir. Mas eu não tenho problemas em admitir defeitos e faço com frequência, a fim de evitar decepções alheias.As pessoas criam expectativas umas sobre as outras e ficam profudamente magoadas quando a gente não corresponde. Mas, ei! A criação foi sua. 
 
Meus preconceitos não são com "raças", cores ou gêneros, muito menos com opções sexuais ou gastronômicas. O que cada um faz com sua vida pessoal diz respeito a ele e somente a ele. Meu preconceito é com comportamentos e formas de pensar.

Não, eu não acho que devo respeitar/aceitar a opinião de cada um. Eu não respeito a opinião de um nazista, por exemplo. Mas esse é um exemplo radical que não vem ao caso. Eu tenho muitos outros preconceitos que, no final das contas, podem ser mera intolerância. Ainda não decidi qual das duas palavras define melhor.

Eu tenho preconceito com burrice. Gente burra, desarticulada, que não consegue criar um raciocínio lógico seja pro que for. Aquela burrice de quem tem preguiça de pensar. Aquela burrice de quem prefere fazer perguntas óbvias do que parar 2 minutos para refletir sobre o assunto. Aquela burrice de quem prefere pedir pra você fazer, do que aprender como fazer. Aquela burrice de quem repete o mesmo erro várias vezes e acha uma merda quando tudo dá errado. Aquela lentidão para processar uma informação. Eu não consigo conviver ou formar uma amizade, mesmo que a pessoa tenha bom coração. O meu coração/estômago não é tão bom assim.

Eu tenho preconceito com a pobreza. Não aquela em que falta dinheiro ou comida na mesa. Aquela que falta espírito. Preconceito com gente rasa, que pode ter toda a informação do mundo, mas cujo caráter impede que ela seja relevante. Aquela pobreza de espírito a que estão condenados todos os bossais, os donos da verdade, as "assumidades" num assunto, ou simplesmente as cabeças de ervilha.

Eu tenho preconceito com quem decora nomes. Nomes de pessoas "importantes", que fizeram não sei o quê não sei quando e foi genial. Eu não tenho memória e nomes e patamares não me interessam. Me interessa apenas o que foi feito. Dá licença, eu sou cheia de preconceitos.

Eu tenho preconceito com a pobreza de educação que não tem nada a ver com o nível do ensino das escolas. Preconceito com quem escuta aquela música alta no celular, com quem faz festa em apartamento e incomoda os vizinhos, com quem empurra sua cara no bolo depois que canta parabéns, preconceito com quem fala alto e com quem não sabe falar (nem escrever).

Eu tenho preconceito com a pobreza de intelecto. E isso não quer dizer que todo mundo tem que ler Dostoiévski, mas que tem que ler bons livros. Eu tenho preconceito com quem não lê. Com quem não tem um título sequer para me indicar. Ou um filme fantástico na manga. Ou que escuta música de péssima qualidade (e péssima qualidade pressupõe uma uninamidade de que aquilo é muito ruim). Ou não tem um assunto para uma mesa de bar.

Eu tenho preconceito com aquele hippie super astral e cabeça fresca sem preconceitos, que quer viver de pulseira de missanga, é contra o consumo e o capitalismo, que toca maracatu e é do mangue, mas que fuma maconha à custa da mesada dos pais CAPITALISTAS. Mas esse preconceito quem ensinou foi mamãe. Eu tenho preconceito com gente preguiçosa, que dorme no ponto e se deixa levar nas costas. Morro de preconceito com gente incompetente.

Eu tenho preconceito com quem não toma banho, não escova os dentes e faz a linha sujinho-descolado e, por isso, não consigo dar créditos nem apreciar qualquer tipo de talento: Janis Joplin e Bob Marley, vocês não conquistaram meu coração. Sou pobre, mas sou limpinha, faz mais a minha linha (e essa rima?)

Eu tenho preconceito com quem jura que é "malvado", que é polêmico, que incendeia as discussões, que causa furor e argumenta, que não está nem aí pra nada nem pra ninguém, que "fala-mermo". Que preguiça que eu tenho de discussão.

Tenho preconceito com crenças e idolatrias religiosas, mas religião é assunto pessoal (de foro íntimo, profundo e exclusivo) que não se discute.

Eu tenho preconceito com quem vai me esculhambar depois deste texto. Amigo, você não sabe da missa, um terço. Mas tudo bem. Qual a sua lista de preconceitos?

Um beijo da tpm.

 
Vivi Olive.